McFly - I'll be Ok
28 de fevereiro, 13:40 da tarde, no centro de Curitiba, um calor infernal.
Essa era a triste realidade.
Vasculhar rua por rua, esquina por esquina, atrás de uma simples máquina de xerox.
Por que brasileiro deixa tudo pra última hora?
Eu poderia dizer que foram os piores quarenta minutos da minha vida, ninguém poderia me culpar por isso.
Calor, sol, sede, sono, cansasso, decepções e frustrações.
Eu via as pessoas indo pra casa, que inveja.
Eu via colegas passeando animados, rindo, brincando. Que inveja.
Pior que ver era imaginar que eu poderia estar me divertindo também, em outro lugar, com as pessoas com quem me importo e de quem gosto. Se eu estivesse lá, em outras circustâncias, ia realmente me divertir. Eu não estando lá eles se divertiriam de qualquer forma, é claro. O pior é que dessa vez uma vozinha gritava na minha cabeça: "Deixe de ser idiota, eles não se importaram para começo de conversa. Você é só mais uma, não vai fazer falta."
E quer saber, eu realmente acreditei nessa voz.
Atire a primeira pedra quem não imaginaria exatamente o mesmo.
É claro que quem souber interpretar isso vai se dar o direito de ficar chateado comigo. Que egoísta, que imatura, que ridícula, que estúpida, que dramática.
É fácil falar isso, ninguém estava no meu lugar.
Mas quer saber, eu não fiquei choramingando com ninguém.
Eu não estava sozinha.
Cansada, irritada, morrendo de calor, mas não sozinha.
Eu tinha meus amigos, me animando, me colocando pra cima, me dizendo que não seria a mesma coisa sem mim, e falando com sinceridade.
Nós conversamos tanto, brincamos tanto, que acabamos nos divertindo na nossa pequena desventura.
Está aí um dia que merece ser registrado.
Tantos pequenos sacrifícios que valem a pena.
E uma lição, é claro.
Amizades talvez não durem para sempre, mas enquanto você está com os seus amigos ela é eterna a cada momento.
Não se apegue demais. Pior que sentir falta de uma amigo é admitir que ele só vai sentir a sua por um breve momento, mais por consideração que por amizade, as vezes apenas para poder dizer que sentiu, e assim convencer a si mesmo de que foi justo.
É incrível como a gente nunca sabe quem vai estender a mão num momento difícil. Quase nunca é quem nós esperávamos que o fizesse.
Uma decepção a mais, outra a menos. Uma ferida a mais, outra a menos. Para quem já está em pedaços, não faz tanta diferença.
Mas um simples "nós estamos aqui", ah! Faz toda a diferença do mundo.
28 de fevereiro, 13:40 da tarde, no centro de Curitiba, um calor infernal.
Essa era a triste realidade.
Vasculhar rua por rua, esquina por esquina, atrás de uma simples máquina de xerox.
Por que brasileiro deixa tudo pra última hora?
Eu poderia dizer que foram os piores quarenta minutos da minha vida, ninguém poderia me culpar por isso.
Calor, sol, sede, sono, cansasso, decepções e frustrações.
Eu via as pessoas indo pra casa, que inveja.
Eu via colegas passeando animados, rindo, brincando. Que inveja.
Pior que ver era imaginar que eu poderia estar me divertindo também, em outro lugar, com as pessoas com quem me importo e de quem gosto. Se eu estivesse lá, em outras circustâncias, ia realmente me divertir. Eu não estando lá eles se divertiriam de qualquer forma, é claro. O pior é que dessa vez uma vozinha gritava na minha cabeça: "Deixe de ser idiota, eles não se importaram para começo de conversa. Você é só mais uma, não vai fazer falta."
E quer saber, eu realmente acreditei nessa voz.
Atire a primeira pedra quem não imaginaria exatamente o mesmo.
É claro que quem souber interpretar isso vai se dar o direito de ficar chateado comigo. Que egoísta, que imatura, que ridícula, que estúpida, que dramática.
É fácil falar isso, ninguém estava no meu lugar.
Mas quer saber, eu não fiquei choramingando com ninguém.
Eu não estava sozinha.
Cansada, irritada, morrendo de calor, mas não sozinha.
Eu tinha meus amigos, me animando, me colocando pra cima, me dizendo que não seria a mesma coisa sem mim, e falando com sinceridade.
Nós conversamos tanto, brincamos tanto, que acabamos nos divertindo na nossa pequena desventura.
Está aí um dia que merece ser registrado.
Tantos pequenos sacrifícios que valem a pena.
E uma lição, é claro.
Amizades talvez não durem para sempre, mas enquanto você está com os seus amigos ela é eterna a cada momento.
Não se apegue demais. Pior que sentir falta de uma amigo é admitir que ele só vai sentir a sua por um breve momento, mais por consideração que por amizade, as vezes apenas para poder dizer que sentiu, e assim convencer a si mesmo de que foi justo.
É incrível como a gente nunca sabe quem vai estender a mão num momento difícil. Quase nunca é quem nós esperávamos que o fizesse.
Uma decepção a mais, outra a menos. Uma ferida a mais, outra a menos. Para quem já está em pedaços, não faz tanta diferença.
Mas um simples "nós estamos aqui", ah! Faz toda a diferença do mundo.
