Há uma semana, eu conheci e re-descobri pessoas incríveis!
Sabe quando, de repente, tudo volta a fazer sentido? Pois então, é assim que eu me sinto agora.
É bom ser tratada com carinho e bom humor outra vez.
Eu precisava de pouco, sabe, muito pouco, mas cheguei a achar que não ia conseguir. Já estava desistindo.
Aí eu descobri que quando a gente menos espera, coisas maravilhosas acontecem! E eu me senti completa outra vez, feliz, bem humorada, disposta a acordar cedinho todos os dias e cumprimentar as estrelas, esperando o nascer do sol!
Amizade é a melhor coisa do mundo!
Eu nem sei o que dizer pras pessoas maravilhosas que mudaram a minha vida drasticamente nessa semana. É cedo demais, eu sei, mas cara, vocês me fazem tão bem!
Todos vocês, por mais que um certo magricelinha ande enciumado - um magricelinha que eu amo muuuito e sabe que tem seu lugarzinho especial no meu coração :)
Mário Quintana tem razão, os amigos são mesmo nossos chatos prediletos! xD
Obrigada por tudo, mesmo.
Que essa nova e renovada amizade seja eterna enquanto durar.
E que dure pra sempre <3
- foi um post totalmente sem criatividade, mas cara, palavras não são nada perto do que eu sinto por vocês.
Vocês me fazem bem
"Quem negligencia as manifestações de amizade, acaba por perder esse sentimento."
Concordo. Amigo não é aquele que se diz seu amigo a vida inteira, com um orgulho imbecil de ser "fiel" a essa amizade. Fidelidade que, francamente, não vale nada. Me diga: de que adianta a pessoa dizer que é seu amigo/sua amiga se não é capaz de manifestar esse sentimento?
Ao contrário do que muitos parecem pensar, um amigo não questiona, exige ou argumenta o tempo inteiro, como se falar resolvesse alguma coisa. Não, amigos são amigos de momento em momento.
Ser amigo é perceber que uma pessoa de quem gosta está triste, sentar do lado dela e perguntar o que houve. Se ela não quiser contar, tudo bem, você oferece um ombro, uma companhia ou uma palavrinha de conforto (até chocolate está valendo). Se ela preferir desabafar, você escuta, pondera e apóia, nem que pra isso precise dizer (delicadamente, é claro) que ela está errada e precisa mudar de atitude. Mas nunca, NUNCA fica julgando os erros dela como se fosse dono da verdade. Nunca MESMO!
Se um amigo/amiga está cansado e carente, você não fica insistindo numa recuperação milagrosa, como se ele fosse capaz de esquecer tudo e virar um teletubbie saltitante de uma hora pra outra. Você faz alguma coisa legal. Um cartãozinho, um desenho, um agradozinho que seja, pra fazê-lo se sentir amado, querido.
Não é tão difícil assim né?
Amizade é a melhor coisa do mundo. Eu queria muito que as pessoas por quem eu sinto uma amizade enorme também sentissem isso por mim, todas, mas utopias só existem em contos de fadas (quando existem).
O importante é que, dos muitos amigos que me têm, eu tenho um pequeno grupo. Um pequeno grupo que me ama, que me apoia, que me escuta, que me abraça, que me faz rir e me defende de tudo e de todos.
Pra essas pessoas incríveis, desde amigos de infância à recentes amizades espontâneas, eu deixo todo o meu afeto registrado em entrelinhas.
Obrigada por existirem.
Vocês me fazem bem :)
Concordo. Amigo não é aquele que se diz seu amigo a vida inteira, com um orgulho imbecil de ser "fiel" a essa amizade. Fidelidade que, francamente, não vale nada. Me diga: de que adianta a pessoa dizer que é seu amigo/sua amiga se não é capaz de manifestar esse sentimento?
Ao contrário do que muitos parecem pensar, um amigo não questiona, exige ou argumenta o tempo inteiro, como se falar resolvesse alguma coisa. Não, amigos são amigos de momento em momento.
Ser amigo é perceber que uma pessoa de quem gosta está triste, sentar do lado dela e perguntar o que houve. Se ela não quiser contar, tudo bem, você oferece um ombro, uma companhia ou uma palavrinha de conforto (até chocolate está valendo). Se ela preferir desabafar, você escuta, pondera e apóia, nem que pra isso precise dizer (delicadamente, é claro) que ela está errada e precisa mudar de atitude. Mas nunca, NUNCA fica julgando os erros dela como se fosse dono da verdade. Nunca MESMO!
Se um amigo/amiga está cansado e carente, você não fica insistindo numa recuperação milagrosa, como se ele fosse capaz de esquecer tudo e virar um teletubbie saltitante de uma hora pra outra. Você faz alguma coisa legal. Um cartãozinho, um desenho, um agradozinho que seja, pra fazê-lo se sentir amado, querido.
Não é tão difícil assim né?
Amizade é a melhor coisa do mundo. Eu queria muito que as pessoas por quem eu sinto uma amizade enorme também sentissem isso por mim, todas, mas utopias só existem em contos de fadas (quando existem).
O importante é que, dos muitos amigos que me têm, eu tenho um pequeno grupo. Um pequeno grupo que me ama, que me apoia, que me escuta, que me abraça, que me faz rir e me defende de tudo e de todos.
Pra essas pessoas incríveis, desde amigos de infância à recentes amizades espontâneas, eu deixo todo o meu afeto registrado em entrelinhas.
Obrigada por existirem.
Vocês me fazem bem :)
alguém
às vezes é como se eu vivesse no escuro. tateando o desconhecido, me apoio em superfícies irregulares, que surgem e desaparecem de momento a momento. não sei bem o que sentir quando tudo no mundo sumiu e me resta apenas meu próprio senso de direção. a qualquer minuto posso topar com um degrau, uma curva, uma parede ou até mesmo um buraco sem fundo. é confuso demais para explicar.
ando, falo, escuto. mas não parece que realmente estou vivendo. é como se tudo não passasse de um filme, ao qual eu assisto amedrontada, temendo a próxima cena. tudo que consigo fazer é chorar.
não é nesses momentos que os amigos se mostram mais presentes? não é nessa cena que o herói, ou heroína, para tudo que está fazendo para consolar a melhor amiga, que esteve ali o tempo todo?
não sei o que há de errado no meu filme. está tudo diferente do que eu imaginava.
é errado esperar que no momento mais difícil da sua vida exista alguém ao seu lado?
alguém que não vai julgá-lo, questioná-lo. alguém que não vai dizer nada, por mais que esteja com vontade. alguém que apenas vai sentar ao seu lado, sem saber o que dizer, e, em silêncio, lhe dar um abraço?
será que esse tempo todo eu estive esperando mais do que as pessoas podem me oferecer?
eu sei que compreensão é uma coisa complicada. mas um abraço, um gesto assim, deveria ser bem mais simples. o que há de tão complicado em não dizer nada, apenas estar presente?
eu sei de uma pessoa que entenderia.
e eu rezo pra que pelo menos ele me entenda.
ah, amigo, como eu queria ver sua janelinha subir no msn agora!
como eu queria que você me dissesse as coisas simples e sinceras que só você soube me dizer, mesmo quando eu não merecia.
de onde quer que esteja, você me entende não é?
você sempre entendeu melhor os seus amigos do que eles mesmos.
que saudade de você, que vontade de te abraçar!
mas eu não posso, e isso dói tanto... dói demais.
eu estou sozinha agora, mesmo com tantas pessoas boas capazes de me ajudar. por favor, alguém prove que estou errada.
alguém.
ando, falo, escuto. mas não parece que realmente estou vivendo. é como se tudo não passasse de um filme, ao qual eu assisto amedrontada, temendo a próxima cena. tudo que consigo fazer é chorar.
não é nesses momentos que os amigos se mostram mais presentes? não é nessa cena que o herói, ou heroína, para tudo que está fazendo para consolar a melhor amiga, que esteve ali o tempo todo?
não sei o que há de errado no meu filme. está tudo diferente do que eu imaginava.
é errado esperar que no momento mais difícil da sua vida exista alguém ao seu lado?
alguém que não vai julgá-lo, questioná-lo. alguém que não vai dizer nada, por mais que esteja com vontade. alguém que apenas vai sentar ao seu lado, sem saber o que dizer, e, em silêncio, lhe dar um abraço?
será que esse tempo todo eu estive esperando mais do que as pessoas podem me oferecer?
eu sei que compreensão é uma coisa complicada. mas um abraço, um gesto assim, deveria ser bem mais simples. o que há de tão complicado em não dizer nada, apenas estar presente?
eu sei de uma pessoa que entenderia.
e eu rezo pra que pelo menos ele me entenda.
ah, amigo, como eu queria ver sua janelinha subir no msn agora!
como eu queria que você me dissesse as coisas simples e sinceras que só você soube me dizer, mesmo quando eu não merecia.
de onde quer que esteja, você me entende não é?
você sempre entendeu melhor os seus amigos do que eles mesmos.
que saudade de você, que vontade de te abraçar!
mas eu não posso, e isso dói tanto... dói demais.
eu estou sozinha agora, mesmo com tantas pessoas boas capazes de me ajudar. por favor, alguém prove que estou errada.
alguém.
poemamedíocre
alguma vez você já sentiu como se não existisse? já sentiu que as pessoas lhe tratam com certa indiferença, ou uma cordialidade superficialmente "necessária"?
como se lhe fazer companhia fosse um fardo, uma obrigação trivial, algo que se faz por puro costume, ou falta de opção.
às vezes é melhor andar sozinha.
não se trata de ingratidão ou drama, apenas de evitar uma situação incômoda que só tornará as coisas ainda mais difíceis.
quando enfrenta dias ruins e noite piores, sentimentos confusos e emoções desagradáveis, você precisa de tudo; menos de críticas e lições de moral.
qualquer coisa é bem vinda: um gesto, um abraço, uma palavra, um sorriso, um simples olhar.
mas tudo isso lhe falta. não pode pedir, seria uma atenção forçada, exigida. não tem intenção de exigir. se não diz do que precisa é justamente por esse motivo. sabe que não se deve exigir esse tipo de carinho.
mas o que pode fazer? atrapalhar a felicidade das pessoas que ama com suas lamúrias, suas lágrimas, seus problemas?
no fundo, você sabe que estão todos cansados de você. são amigos, são. mas estão cansados. você não os culpa, é natural que, felizes, não compreendam seu sofrimento calado ou as palavras que seus olhos sussurram tão desesperadamente.
o que você precisa é tão simples e mesmo assim ninguém parece capaz de entender.
a tortura é cada vez pior. mesmo acompanhada, você se sente terrivelmente só. mais só do que jamais sentiu-se em toda a sua vida. e a solidão apaga todas as luzes que sua teimosa esperança insiste em continuar acendendo.
se parar um momento, vai sentir o nó na garganta, sufocando. o coração. você é capaz de senti-lo debater-se no peito, como se quisesse sair mundo a fora.
dentro do ônibus, sob o calor insuportável, ainda é capaz de escrever um poema medíocre.
espera que não julguem, que não se irritem, que não digam em insinuações educadas o quando você é patética.
como se lhe fazer companhia fosse um fardo, uma obrigação trivial, algo que se faz por puro costume, ou falta de opção.
às vezes é melhor andar sozinha.
não se trata de ingratidão ou drama, apenas de evitar uma situação incômoda que só tornará as coisas ainda mais difíceis.
quando enfrenta dias ruins e noite piores, sentimentos confusos e emoções desagradáveis, você precisa de tudo; menos de críticas e lições de moral.
qualquer coisa é bem vinda: um gesto, um abraço, uma palavra, um sorriso, um simples olhar.
mas tudo isso lhe falta. não pode pedir, seria uma atenção forçada, exigida. não tem intenção de exigir. se não diz do que precisa é justamente por esse motivo. sabe que não se deve exigir esse tipo de carinho.
mas o que pode fazer? atrapalhar a felicidade das pessoas que ama com suas lamúrias, suas lágrimas, seus problemas?
no fundo, você sabe que estão todos cansados de você. são amigos, são. mas estão cansados. você não os culpa, é natural que, felizes, não compreendam seu sofrimento calado ou as palavras que seus olhos sussurram tão desesperadamente.
o que você precisa é tão simples e mesmo assim ninguém parece capaz de entender.
a tortura é cada vez pior. mesmo acompanhada, você se sente terrivelmente só. mais só do que jamais sentiu-se em toda a sua vida. e a solidão apaga todas as luzes que sua teimosa esperança insiste em continuar acendendo.
se parar um momento, vai sentir o nó na garganta, sufocando. o coração. você é capaz de senti-lo debater-se no peito, como se quisesse sair mundo a fora.
dentro do ônibus, sob o calor insuportável, ainda é capaz de escrever um poema medíocre.
espera que não julguem, que não se irritem, que não digam em insinuações educadas o quando você é patética.
poemamedíocre.
as lágrimas caem, sofridas, sufocadas.
você o vê, imponente e vermelho.
vermelho vivo, vermelho sangue.
ele ganha velocidade. mais e mais e mais.
um pé na calçada, outro no meio-fio.
um pequeno passo. apenas um.
só, em um mundo repleto.
o som das rodas é tentador.
como será do outro lado?
haverá luz? haverá paz?
haverá companhia?
"bem está o que
bem acaba"
não.
mais uma vez.
traída por si mesma.
pelos próprios princípios.
a covardia teria sido tão simples.
fugir da solidão, fugir da dor, fugir.
tão tentador, tão fácil, tão perto.
mas, novamente, você acendeu uma luz.
mesmo quando podia desistir, você não pôde.
você deu uma passo para trás e respirou.
sozinha, patética e ainda assim resistiu.
desnecessária e ainda assim viva.
não tomou o caminho mais fácil, de novo.
preferiu sofrer, lutar, se humilhar. mas viver.
as lágrimas caem, sofridas, sufocadas.
você o vê, imponente e vermelho.
vermelho vivo, vermelho sangue.
ele ganha velocidade. mais e mais e mais.
um pé na calçada, outro no meio-fio.
um pequeno passo. apenas um.
só, em um mundo repleto.
o som das rodas é tentador.
como será do outro lado?
haverá luz? haverá paz?
haverá companhia?
"bem está o que
bem acaba"
não.
mais uma vez.
traída por si mesma.
pelos próprios princípios.
a covardia teria sido tão simples.
fugir da solidão, fugir da dor, fugir.
tão tentador, tão fácil, tão perto.
mas, novamente, você acendeu uma luz.
mesmo quando podia desistir, você não pôde.
você deu uma passo para trás e respirou.
sozinha, patética e ainda assim resistiu.
desnecessária e ainda assim viva.
não tomou o caminho mais fácil, de novo.
preferiu sofrer, lutar, se humilhar. mas viver.
lágrimas secas em rostos de plástico.
acho que o maior desafio de todos é enfrentar-se, dia após dia, destruindo-se aos poucos, em favor de não machucar mais ninguém além de si mesmo. ter vontade de falar e não conseguir. ter vontade de gritar e não poder. ter vontade de chorar e não se permitir.
o que dizer afinal? com quem dividir uma angústia tão complexa? não há quem possa ajudar? não há quem possa corrigir?
os dias passam, longos e arrastados. forçar sorrisos, criar desculpas, usar máscaras.
ah, a dor é carregada de egoísmo, e o egoísmo, de culpa. implorar ajuda, implorar socorro, resgatar lembranças, resgatar sentido. de que forma? todos estão felizes, todos riem. todos fazem planos, todos amam. todos são amados, todos têm motivo. todos têm alegria, todos têm a todos. como exigir que pessoas felizes mergulhem em sua tristeza para salvá-lo? egoísmo. culpa.
mas mesmo períodos difíceis findarão. findarão?
a cada pequena alegria surgem novas tristezas, novas dificuldades, novas perdas.
triste, confuso e perdido, e todos felizes, e todos sorrindo.
"anime-se"
vazio. é possível estar feliz sendo triste? é possível sorrir quando se precisa chorar?
sim, é possível. mas a que custo? a custo de destruir-se de dentro para fora, aos pouquinhos.
olhar para trás e perceber que cada passo doeu, cada pausa adiou, cada pegada falhou.
coração batendo, batendo, batendo. como música, como compasso sem compasso. olhos que não olham, boca que não fala. não fala porque não pode, porque se culpa. se culpa por ser infeliz quando todos exigem seus sorrisos com ordens silenciosas. como lutar?
olhos fechados, sonhos à toa. uma rosa nos lábios esconde os espinhos no coração.
perdas. saudade. vontade abraçar quem já não mais possui braços, falar com quem já não tem voz. e ainda assim tem presença. e ainda assim permanece. faz falta.
e todos, todos continuam andando alegremente pela trilha, enquanto você procura forças para mover os pés. em qualquer sentimento bom que perpasse seu coração, em qualquer emoção agradável que ecoe no espírito.
dói. continua doendo. até quando vai doer. até onde vai aguentar. não pode dizer. não podem compreender. saber machuca. não saber apavora. o terror de estar vivo. o medo de morrer sem ter conhecido. e quem já se foi, mas ainda existe.
o que dizer afinal? com quem dividir uma angústia tão complexa? não há quem possa ajudar? não há quem possa corrigir?
os dias passam, longos e arrastados. forçar sorrisos, criar desculpas, usar máscaras.
ah, a dor é carregada de egoísmo, e o egoísmo, de culpa. implorar ajuda, implorar socorro, resgatar lembranças, resgatar sentido. de que forma? todos estão felizes, todos riem. todos fazem planos, todos amam. todos são amados, todos têm motivo. todos têm alegria, todos têm a todos. como exigir que pessoas felizes mergulhem em sua tristeza para salvá-lo? egoísmo. culpa.
mas mesmo períodos difíceis findarão. findarão?
a cada pequena alegria surgem novas tristezas, novas dificuldades, novas perdas.
triste, confuso e perdido, e todos felizes, e todos sorrindo.
"anime-se"
vazio. é possível estar feliz sendo triste? é possível sorrir quando se precisa chorar?
sim, é possível. mas a que custo? a custo de destruir-se de dentro para fora, aos pouquinhos.
olhar para trás e perceber que cada passo doeu, cada pausa adiou, cada pegada falhou.
coração batendo, batendo, batendo. como música, como compasso sem compasso. olhos que não olham, boca que não fala. não fala porque não pode, porque se culpa. se culpa por ser infeliz quando todos exigem seus sorrisos com ordens silenciosas. como lutar?
olhos fechados, sonhos à toa. uma rosa nos lábios esconde os espinhos no coração.
perdas. saudade. vontade abraçar quem já não mais possui braços, falar com quem já não tem voz. e ainda assim tem presença. e ainda assim permanece. faz falta.
e todos, todos continuam andando alegremente pela trilha, enquanto você procura forças para mover os pés. em qualquer sentimento bom que perpasse seu coração, em qualquer emoção agradável que ecoe no espírito.
dói. continua doendo. até quando vai doer. até onde vai aguentar. não pode dizer. não podem compreender. saber machuca. não saber apavora. o terror de estar vivo. o medo de morrer sem ter conhecido. e quem já se foi, mas ainda existe.
ausência e permanência - esse é pra você Tiggs <3
permanência ,
segundo o dicionário: ato de permanecer, estabilidade, duração, firmeza, constância, perseverança, sem ausência nem interrupção.
mas o que realmente significa permanecer? talvez não dependa da vontade de quem permanece, nem de quem o faz permanecer. talvez dependa dos laços que se formam entre as pessoas durante o tempo. talvez, a partir do momento em que o laço é criado, a permanência seja inevitável. um vai estar permanente no outro, seja em que grau de profundidade for.
ausência,
estado ou circunstância de não estar presente, falta de comparência, carência.
será que a ausência é a falta da permanência? não, não a meu ver. aqueles que amamos permanecem conosco, mesmo ausêntes. a ausência trás saudades, mas não rompe os laços que se formam entre amigos de verdade. a ausência é uma consequencia das fatalidades, a permanência é uma verdade natural e eterna.
pessoas permanentes são aquelas que precisam de apenas dois segundo para entrar na vida da gente, e não sair nunca mais. amigos permanentes são aqueles que mesmo longe, estão ao seu lado, não importa de que maneira. a ausência de um desses amigos é uma tristeza que não se pode expressar em palavras, por mais que se chegue perto.
essa postagem é uma tentativa de expressar o quando a sua ausência é triste e sua permanência verdadeira Tiggs, embora esse seja um momento em que expressar o que eu sinto é praticamente impossível. ausente ou não, você é um dos meus amigos permanentes. seu lugar é e sempre será o seu lugar no meu coração. o lugar de um amigo querido, animado, carinhoso e cheio de luz. do menino alegre com quem eu passava horas jogando campo minado, embora o messenger tentasse nos impedir. aquele que sempre tinha uma palavra de apoio e um sorriso para as situações mais complicados.
nesse momento, me conforta saber que da última vez que nos vimos, eu te dei um abraço bem apertado, mesmo que eu quisesse ter feito isso mais vezes.
se a morte é apenas a aventura seguinte, então isso não é um adeus.
até mais Tiggs, nós nos veremos de novo um dia, tenho certeza. enquanto isso, vou olhar para o céu todas as noites, para ver a sua estrela brilhando forte e deixando o céu mais bonito.
até breve.
segundo o dicionário: ato de permanecer, estabilidade, duração, firmeza, constância, perseverança, sem ausência nem interrupção.
mas o que realmente significa permanecer? talvez não dependa da vontade de quem permanece, nem de quem o faz permanecer. talvez dependa dos laços que se formam entre as pessoas durante o tempo. talvez, a partir do momento em que o laço é criado, a permanência seja inevitável. um vai estar permanente no outro, seja em que grau de profundidade for.
ausência,
estado ou circunstância de não estar presente, falta de comparência, carência.
será que a ausência é a falta da permanência? não, não a meu ver. aqueles que amamos permanecem conosco, mesmo ausêntes. a ausência trás saudades, mas não rompe os laços que se formam entre amigos de verdade. a ausência é uma consequencia das fatalidades, a permanência é uma verdade natural e eterna.
pessoas permanentes são aquelas que precisam de apenas dois segundo para entrar na vida da gente, e não sair nunca mais. amigos permanentes são aqueles que mesmo longe, estão ao seu lado, não importa de que maneira. a ausência de um desses amigos é uma tristeza que não se pode expressar em palavras, por mais que se chegue perto.
essa postagem é uma tentativa de expressar o quando a sua ausência é triste e sua permanência verdadeira Tiggs, embora esse seja um momento em que expressar o que eu sinto é praticamente impossível. ausente ou não, você é um dos meus amigos permanentes. seu lugar é e sempre será o seu lugar no meu coração. o lugar de um amigo querido, animado, carinhoso e cheio de luz. do menino alegre com quem eu passava horas jogando campo minado, embora o messenger tentasse nos impedir. aquele que sempre tinha uma palavra de apoio e um sorriso para as situações mais complicados.
nesse momento, me conforta saber que da última vez que nos vimos, eu te dei um abraço bem apertado, mesmo que eu quisesse ter feito isso mais vezes.
se a morte é apenas a aventura seguinte, então isso não é um adeus.
até mais Tiggs, nós nos veremos de novo um dia, tenho certeza. enquanto isso, vou olhar para o céu todas as noites, para ver a sua estrela brilhando forte e deixando o céu mais bonito.
até breve.
Mcfly tirou o dia pra me perseguir
Achei que seria interessante registrar esse fato.
Afinal de contas, não é sempre que uma única música te persegue desse jeito.
Cinco vezes em uma tarde, no rádio, na TV, no computador, no MP4 e na rua.. realmente, não é sempre que isso acontece.
Medo, eu hein.
Afinal de contas, não é sempre que uma única música te persegue desse jeito.
Cinco vezes em uma tarde, no rádio, na TV, no computador, no MP4 e na rua.. realmente, não é sempre que isso acontece.
Medo, eu hein.
Alter egos nem tão seguros.
Sally caminhava os mesmos passos repetitivos, de volta para casa depois de um dia ordinário, perguntando a respeito de si mesma e o quão pouco compreendia, apesar de tão bem conhecer-se. Observava-se quase que externamente, buscando respostas novas para as velhas perguntas.
Timidez, ah! a velha timidez. Era possível que todos aqueles anos de superação conservassem ainda a velha e ingênua timidez?
A menininha de muitos pensamentos e pouquíssimas iniciativas permanecera com ela, não apenas em suas lembranças, continuava entranhada em sua personalidade, escondida em suas pálpebras e no canto dos lábios.
Todas as iniciativas e a eloquencia, tudo isso perdia-se de repente. Os gestos tornavam-se frágeis, tão sutis e tão ridículos, tão importantes e descartáveis, transformando segundos em horas intermináveis. E as palavras, as palavras que tanto respeitava e com naturalidade sabia utilizar, perdiam-se em frases bobas, sem muito sentido, saiam aos tropeços em uma voz quase trêmula.
Timidez, por que novamente a perseguia? Seria um aviso secreto, um sinal, talvez? Sinal de quê?
Talvez...
Não, não queria pensar muito mais sobre isso.
Nesse ponto, conhecia a si mesma e a todos os seus universos íntimos. Sabia quando parar. Sabia?
Deveria saber.
Acontecimentos recentes deveriam ser levados em conta. A timidez, a banal timidez era um sinal, sim, mas um mau sinal. Mau? Talvez...
Talvez não, era um mau sinal. O que a intrigava era este sinal anteceder a certos outros. Por que a timidez agora?
Maldita timidez.
Significava tanta coisa e tão pouco. Simples, porém muito mais complicada. Uma verdadeira contradição de pensamentos e, talvez... sentimentos?
Chegou ao portão de casa.
Sally, Sally, pare de pensar!, disse a si mesma. E tentou não pensar em mais nada.
Timidez, ah! a velha timidez. Era possível que todos aqueles anos de superação conservassem ainda a velha e ingênua timidez?
A menininha de muitos pensamentos e pouquíssimas iniciativas permanecera com ela, não apenas em suas lembranças, continuava entranhada em sua personalidade, escondida em suas pálpebras e no canto dos lábios.
Todas as iniciativas e a eloquencia, tudo isso perdia-se de repente. Os gestos tornavam-se frágeis, tão sutis e tão ridículos, tão importantes e descartáveis, transformando segundos em horas intermináveis. E as palavras, as palavras que tanto respeitava e com naturalidade sabia utilizar, perdiam-se em frases bobas, sem muito sentido, saiam aos tropeços em uma voz quase trêmula.
Timidez, por que novamente a perseguia? Seria um aviso secreto, um sinal, talvez? Sinal de quê?
Talvez...
Não, não queria pensar muito mais sobre isso.
Nesse ponto, conhecia a si mesma e a todos os seus universos íntimos. Sabia quando parar. Sabia?
Deveria saber.
Acontecimentos recentes deveriam ser levados em conta. A timidez, a banal timidez era um sinal, sim, mas um mau sinal. Mau? Talvez...
Talvez não, era um mau sinal. O que a intrigava era este sinal anteceder a certos outros. Por que a timidez agora?
Maldita timidez.
Significava tanta coisa e tão pouco. Simples, porém muito mais complicada. Uma verdadeira contradição de pensamentos e, talvez... sentimentos?
Chegou ao portão de casa.
Sally, Sally, pare de pensar!, disse a si mesma. E tentou não pensar em mais nada.
And thats why...
Everytime I fall asleep my dreams are haunted
And everytime I close my eyes I'm not alone
And everytime I cry I'm right back where you wanted
I try to drown you out so...
...Down goes another one.
.
.
Cuidado com o que deseja,
você pode ser atendido.
Você se deita e olha para o teto, como se pudesse enchergar o céu através dele. Se deixa devanear, vaga livremente em pensamentos.
Sem muitas esperanças, quase que por mera vontade, pede a qualquer entidade superior que lhe dê um sinal, lhe indique um caminho ou, pelo menos, alivie suas dores.
Infelizmente, não acredita que seja possível. Mas pede, de qualquer forma. Uma ajudinha, um pequeno impulso para encontrar a solução de seus problemas.
Um anjinho travesso está passando por ali justamente naquele momento. Ele ouve o seu pedido tristonho, fica comovido com a sua situação e, ingenuamente, resolve ajudar.
Você pede distração dos seus piores pensamentos, ele lhe dá muitos deveres em que se concentrar.
Você pede paz, ele abre seus olhos para a beleza das coisas simples.
E, finalmente, você pede distância. Se acreditasse na realização desse pedido, pediria especificamente que lhe afastassem da vida que leva. Mas o anjinho maroto não sabe dessa parte e faz exatamente o contrário, afasta de você o que lhe trás sofrimento.
Com a melhor das intenções, ele sai voando pelo paraíso, muito satisfeito consigo mesmo por ter ajudado uma pobre mortal que chorava.
É, seus pedidos se realizaram.
Agora você sabe apreciar as pequenas coisas, não tem tempo para meros problemas pessoais... e não tem por perto os fantasmas de dores passadas.
E mesmo assim, sente que alguma coisa está fora do lugar.
Você sente medo, medo da verdade que sabia e pela qual esperava desde o começo:
Algumas coisas se perdem pra sempre.
Fim.
Você se deita e olha para o teto, como se pudesse enchergar o céu através dele. Se deixa devanear, vaga livremente em pensamentos.
Sem muitas esperanças, quase que por mera vontade, pede a qualquer entidade superior que lhe dê um sinal, lhe indique um caminho ou, pelo menos, alivie suas dores.
Infelizmente, não acredita que seja possível. Mas pede, de qualquer forma. Uma ajudinha, um pequeno impulso para encontrar a solução de seus problemas.
Um anjinho travesso está passando por ali justamente naquele momento. Ele ouve o seu pedido tristonho, fica comovido com a sua situação e, ingenuamente, resolve ajudar.
Você pede distração dos seus piores pensamentos, ele lhe dá muitos deveres em que se concentrar.
Você pede paz, ele abre seus olhos para a beleza das coisas simples.
E, finalmente, você pede distância. Se acreditasse na realização desse pedido, pediria especificamente que lhe afastassem da vida que leva. Mas o anjinho maroto não sabe dessa parte e faz exatamente o contrário, afasta de você o que lhe trás sofrimento.
Com a melhor das intenções, ele sai voando pelo paraíso, muito satisfeito consigo mesmo por ter ajudado uma pobre mortal que chorava.
É, seus pedidos se realizaram.
Agora você sabe apreciar as pequenas coisas, não tem tempo para meros problemas pessoais... e não tem por perto os fantasmas de dores passadas.
E mesmo assim, sente que alguma coisa está fora do lugar.
Você sente medo, medo da verdade que sabia e pela qual esperava desde o começo:
Algumas coisas se perdem pra sempre.
Fim.
hibernação.
começa a chover, mas você não arma a sombrinha. são duas quadras até o portão da frente, nada que uma corridinha não desse conta, mas você prefere caminhar bem devagar. você está se molhando, seu tênis está sujo de barro, seu cabelo começa a pesar, a despentear. por que você continua andando no mesmo ritmo lento e compassado? por que seus olhos vagam pelas poças d'água com tanta placidez?
quando começou a chover, você pensou na sombrinha vermelha no fundo da bolsa, pensou no resfriado que já estava lhe incomodando, pensou que ficaria ensopada... mas no mesmíssimo instante, viu que não havia motivo para não se molhar, ou para evitar um resfriado.
quando pensou em correr, pensou também em sentar na beira da calçada e continuar na chuva, esperando o tempo passar, esperando a chuva cessar. esperando. esperando.
quando viu as manchas escuras na jaqueta, pensou em esperar que se espalhassem o suficiente para preenchê-la, o barro não era assim tão ruim, nada ruim, e os fios de cabelo desalinhados pesando em seus ombros davam uma sensação agradável. confortável.
na verdade, tudo o que você queria era ficar ali no meio do caminho para casa, sentar-se na beira da calçada e fixar os olhos no asfalto molhado.
mas sua mãe ficaria preocupada, o telefone vibraria no bolso da mochila e você teria que atender. ou então não atenderia, e ficaria ali até que algum vizinho viesse perguntar se estava tudo bem. você não teria resposta, pois a pergunta não faria sentido. então você continuou andando até o portão, molhada e vazia, pensando em nada. tentando não pensar.
por mais que adiasse, chegaria perto demais e teria de entrar.
entrou. bateu na porta.
e tudo seguiu no automático, todas as perguntas, todas as respostas, as frases secas, a voz fria.
você fechou a porta do quarto, as cortinas, os olhos.
e dormiu. dormiu porque não aguentava ficar acordada. dormiu porque ficar acordada era difícil. dormiu porque, dormindo, estaria segura. a salvo de si mesma, a salvo da sombrinha vermelha fechada dentro da mochila, das ligações perdidas no celular, do vizinho preocupado.
fechar os olhos e abrir a mente.
abrir a mente e fechar os medos.
fechar os medos e abrir os sonhos.
sonhar e permanecer segura, durante todo o inverno.
Eu conversei com Deus pelos olhos de uma criança.
Sia - Breath me
Crianças pequenas têm um vínculo muito mais forte com a essência humana e, ouso dizer, com o mistério divino. Elas sabem coisas das quais se esquecerão mais tarde, elas vêem coisas que ninguém mais pode ver. E aquela criança me viu, como ninguém mais poderia ter visto. Os olhos escuros me fitaram com naturalidade, no início. Um pouco assustados, analizando a estranha que sorria encantada para aquele rostinho bochechudo e angelical. Eu vi meu reflexo naqueles olhinhos de conta, imagens nítidas e simétricas na superfície de um lago negro. Uma estranha de olhos amarelos sorria de dentro do lago. Ou seria eu? Não sei, não reconheci de começo. Era como ver duas pessoas distintas convivendo no mesmo espaço ao mesmo tempo. Tão independentes quanto parte uma da outra.
Havia alguma coisa de triste naquele sorriso, tão triste que machucava. Eu podia ver força e fraqueza coexistirem com relutância, encanto e desencanto buscando equilíbrio.
O garotinho se mexeu, quebrando meu transe. Balbuciava sons próprios, suaves e agradáveis. Queria conversar comigo? Tentava, como qualquer criança, se comunicar. Tive a impressão de que, o que quer que quisesse me transmitir, era singelo e carinhoso, talvez até uma preocupação momentânea por uma estranha triste e confusa.
Eu sorri em retribuição ao gesto, agradecendo em silêncio e me vi novamente assustada com meu reflexo. A essência pela qual eu estivera procurando estava ali, perdida ao redor da minha imagem contraditória, como um vulto. Lutava para que eu a visse, implorava para que a deixasse sair.
Engoli em seco. Eu não queria, não deveria e certamente não poderia atender a esse pedido. Minha essência se revelava à meus olhos, doce, suave e cítrica, se a pudesse descrever como aroma. No entanto não é aroma, nem sabor, muito menos imagem. E eu apenas a chamo 'essência' para poder dar-lhe nome. Tudo isso aconteceu em segundos.
Sei que ninguém mais vai entender, mas talvez a beleza esteja exatamente nisso.
Agora, penso que seja fácil entender o porquê de eu gostar tanto de crianças. A essência infantil talvez seja a única que me conforta. É pura, é inocente, não julga, não critica, não tem preconceitos e não sente pena. É uma aura que alenta, doce e terrível em sua absoluta plenitude, o mais próximo que se pode chegar da essência divina, na minha humilde opinião.
Só ela compreende a tristeza contínua e sinuosa de um coração partido e a solidão complexa de uma alma perpendicular.
Talvez algumas teorias caiam por terra.
Quem sabe Deus seja isso, de certa forma: o olhar puro e singelo de uma criança desconhecida.
Crianças pequenas têm um vínculo muito mais forte com a essência humana e, ouso dizer, com o mistério divino. Elas sabem coisas das quais se esquecerão mais tarde, elas vêem coisas que ninguém mais pode ver. E aquela criança me viu, como ninguém mais poderia ter visto. Os olhos escuros me fitaram com naturalidade, no início. Um pouco assustados, analizando a estranha que sorria encantada para aquele rostinho bochechudo e angelical. Eu vi meu reflexo naqueles olhinhos de conta, imagens nítidas e simétricas na superfície de um lago negro. Uma estranha de olhos amarelos sorria de dentro do lago. Ou seria eu? Não sei, não reconheci de começo. Era como ver duas pessoas distintas convivendo no mesmo espaço ao mesmo tempo. Tão independentes quanto parte uma da outra.
Havia alguma coisa de triste naquele sorriso, tão triste que machucava. Eu podia ver força e fraqueza coexistirem com relutância, encanto e desencanto buscando equilíbrio.
O garotinho se mexeu, quebrando meu transe. Balbuciava sons próprios, suaves e agradáveis. Queria conversar comigo? Tentava, como qualquer criança, se comunicar. Tive a impressão de que, o que quer que quisesse me transmitir, era singelo e carinhoso, talvez até uma preocupação momentânea por uma estranha triste e confusa.
Eu sorri em retribuição ao gesto, agradecendo em silêncio e me vi novamente assustada com meu reflexo. A essência pela qual eu estivera procurando estava ali, perdida ao redor da minha imagem contraditória, como um vulto. Lutava para que eu a visse, implorava para que a deixasse sair.
Engoli em seco. Eu não queria, não deveria e certamente não poderia atender a esse pedido. Minha essência se revelava à meus olhos, doce, suave e cítrica, se a pudesse descrever como aroma. No entanto não é aroma, nem sabor, muito menos imagem. E eu apenas a chamo 'essência' para poder dar-lhe nome. Tudo isso aconteceu em segundos.
Sei que ninguém mais vai entender, mas talvez a beleza esteja exatamente nisso.
Agora, penso que seja fácil entender o porquê de eu gostar tanto de crianças. A essência infantil talvez seja a única que me conforta. É pura, é inocente, não julga, não critica, não tem preconceitos e não sente pena. É uma aura que alenta, doce e terrível em sua absoluta plenitude, o mais próximo que se pode chegar da essência divina, na minha humilde opinião.
Só ela compreende a tristeza contínua e sinuosa de um coração partido e a solidão complexa de uma alma perpendicular.
Talvez algumas teorias caiam por terra.
Quem sabe Deus seja isso, de certa forma: o olhar puro e singelo de uma criança desconhecida.
os sonhadores são os piores.
Nickelback - Gotta Be Somebody
Não me refiro às pessoas que sonham. Longe de mim considerar piores as pessoas que sonham.
Eu me refiro aos sonhadores, àqueles dos sonhos cheios de misteriosos significados. Àquelas pessoas que nunca aprenderam a sonhar, simplesmente já vieram ao mundo embaladas em cestos de ouro ao som de harpas de cristal, sobre a superfície de uma cascata de pérolas. Sim, essas pessoas tão incomuns e difíceis de encontrar. Pessoas que vivem de modo peculiar, embora sem levantar a menor suspeita. Tão normais quanto anormais. Aquelas pessoas que nascem perpendicularmente em relação à humanidade.
Um sonhador é aquela pessoa que tão simplesmente convive como qualquer outra. Mas não vive de maneira comum.
Talvez baste dizer que o sonhador tem uma alma maior que o corpo, e muitas vezes se expande além dos próprios limites.
O sonho de um sonhador não é um sonho comum. Cada sonho é um mundo que ele cria e possui dentro de si. Cada mundo tem suas próprias regras, seus próprios meios, suas próprias formas de vida. Dentro de cada um deles o sonhador tem uma vida diferente. Pode ser o vilão, ou o mocinho, dependendo do mundo em questão. Uma vez criado um mundo, ele nunca deixará de existir. Virão outros mundos, outras histórias, mas o sonhador nunca se esquece dos mundos que cria. Ele continua a visitá-los, mesmo que inconscientemente.
Os desejos de um sonhador não são meros desejos, são satélites ao redor de seus sonhos. Únicos, singelos e absolutamente necessários.
Um sonhador nunca pensa em distância em quilômetros. Ele nunca se perguntou por que o céu é azul, porque o mar é salgado, porque as rosas cheiram bem ou porque o fogo queima. Jamais passou pela sua cabeça querer as respostas de perguntas tão bonitas. Ele se contenta em apreciar a paisagem e degustar a vida.
Um sonhador vê em cada nuvem um anjo, em cada estrela uma fada, em cada pessoa uma alma. Não se contenta com olhos, sorrisos, penteados ou vozes, ele quer ver algo a mais, algo que ninguém mais vê. Uma coisa invisível e intocável, que diferencia e iguala todas as pessoas do mundo.
Um sonhador não quer um emprego, quer uma carreira.
Um sonhador não quer uma casa, quer um lar.
Um sonhador não sabe ser metade, tem que ser por inteiro.
Um sonhador não se contenta em gostar. Um sonhador ama, com todas as células do seu corpo, com toda força que possui dentro de si.
Um sonhador quer uma história de amor, não um romance. Quer magia e não promessas. Quer ter certeza do que não se pode provar.
Um sonhador não quer apenas alguém ao seu lado. Ele quer compartilhar todos os seus mundos.
Um sonhador quer a vida em sua essência mais perfeita, o amor em sua forma mais bonita.
O sonhador olha pela janela e não vê apenas o pôr-do-sol por de trás das montanhas. Vê tudo que existe de sublime no mundo brincando em cores no céu.
Mas um sonhador só pode amar e ser amado da maneira que precisa por um outro sonhador. E sonhadores são difíceis de encontrar.
Não me refiro às pessoas que sonham. Longe de mim considerar piores as pessoas que sonham.
Eu me refiro aos sonhadores, àqueles dos sonhos cheios de misteriosos significados. Àquelas pessoas que nunca aprenderam a sonhar, simplesmente já vieram ao mundo embaladas em cestos de ouro ao som de harpas de cristal, sobre a superfície de uma cascata de pérolas. Sim, essas pessoas tão incomuns e difíceis de encontrar. Pessoas que vivem de modo peculiar, embora sem levantar a menor suspeita. Tão normais quanto anormais. Aquelas pessoas que nascem perpendicularmente em relação à humanidade.
Um sonhador é aquela pessoa que tão simplesmente convive como qualquer outra. Mas não vive de maneira comum.
Talvez baste dizer que o sonhador tem uma alma maior que o corpo, e muitas vezes se expande além dos próprios limites.
O sonho de um sonhador não é um sonho comum. Cada sonho é um mundo que ele cria e possui dentro de si. Cada mundo tem suas próprias regras, seus próprios meios, suas próprias formas de vida. Dentro de cada um deles o sonhador tem uma vida diferente. Pode ser o vilão, ou o mocinho, dependendo do mundo em questão. Uma vez criado um mundo, ele nunca deixará de existir. Virão outros mundos, outras histórias, mas o sonhador nunca se esquece dos mundos que cria. Ele continua a visitá-los, mesmo que inconscientemente.
Os desejos de um sonhador não são meros desejos, são satélites ao redor de seus sonhos. Únicos, singelos e absolutamente necessários.
Um sonhador nunca pensa em distância em quilômetros. Ele nunca se perguntou por que o céu é azul, porque o mar é salgado, porque as rosas cheiram bem ou porque o fogo queima. Jamais passou pela sua cabeça querer as respostas de perguntas tão bonitas. Ele se contenta em apreciar a paisagem e degustar a vida.
Um sonhador vê em cada nuvem um anjo, em cada estrela uma fada, em cada pessoa uma alma. Não se contenta com olhos, sorrisos, penteados ou vozes, ele quer ver algo a mais, algo que ninguém mais vê. Uma coisa invisível e intocável, que diferencia e iguala todas as pessoas do mundo.
Um sonhador não quer um emprego, quer uma carreira.
Um sonhador não quer uma casa, quer um lar.
Um sonhador não sabe ser metade, tem que ser por inteiro.
Um sonhador não se contenta em gostar. Um sonhador ama, com todas as células do seu corpo, com toda força que possui dentro de si.
Um sonhador quer uma história de amor, não um romance. Quer magia e não promessas. Quer ter certeza do que não se pode provar.
Um sonhador não quer apenas alguém ao seu lado. Ele quer compartilhar todos os seus mundos.
Um sonhador quer a vida em sua essência mais perfeita, o amor em sua forma mais bonita.
O sonhador olha pela janela e não vê apenas o pôr-do-sol por de trás das montanhas. Vê tudo que existe de sublime no mundo brincando em cores no céu.
Mas um sonhador só pode amar e ser amado da maneira que precisa por um outro sonhador. E sonhadores são difíceis de encontrar.
me perdoem.
dizer isso com as minhas palavras me repugna, porque eu tenho nojo delas. foram as minhas palavras cheias de amargura e mágoa contidas, direcionadas a quem merecia sonetos de gratidão, que magoaram as pessoas que eu mais amo.
eu não me orgulho de nenhuma delas, eu as desprezo, pois elas são a prova irrefutável do meu crime.
mas eu não vou apagá-las, pra que possa sempre me lembrar do mal que esse meu orgulho fez.
eu não vou me justificar, o que eu fiz não tem justificativa, a não ser o fato de eu ser uma pessoa horrível.
sempre me orgulhei de fazer as coisas do jeito certo e quando me foi exigido um pouquinho mais de esforço pra isso, mais auto-controle, eu entrei em desespero e fiquei cega. eu fui fraca.
eu sempre fui muito apegada as frases brilhantes de Shakespeare e tem uma delas que nunca feaz tanto sentido pra mim quanto faz agora...
"A cólera é um cavalo fogoso; se lhe largamos o freio, o seu ardor exagerado em breve a deixa esgotada."
eu larguei o freio. eu tive escolha e escolhi o lado errado. assumo meus atos e aceito a sentença.
de que me vale esse orgulho idiota? onde ele tem me levado até hoje?
ele só me fez perder as pessoas maravilhosas que eu encontrei pelo caminho.
não mereço perdão, eu SEI que não mereço.
mas eu peço, humildemente, que me perdoem.
eu fui estúpida, me deixei dominar por todos os sentimentos ruins ao mesmo tempo. a culpa é toda minha.
eu amo vocês, por mais que possa parecer o contrário. por mais que possa parecer que eu não sou capaz disso, que eu sou um monstro. é assim que eu me sinto, é assim que eu me vejo agora.
mas daria qualquer coisa pra não ter feito o que eu fiz.
meu pedido é sincero, de todo o coração.
e estou disposta a ouvir o que quer que seja, vocês têm o direito de me odiar.
mas peço que me dêem a chance de ser melhor do que isso. me dêem a chance de ser uma amiga que mereça vocês.
porque se tem uma coisa que eu realmente aprendi com isso é que vocês merecem alguém muito melhor do que quem eu tenho sido.
eu não me orgulho de nenhuma delas, eu as desprezo, pois elas são a prova irrefutável do meu crime.
mas eu não vou apagá-las, pra que possa sempre me lembrar do mal que esse meu orgulho fez.
eu não vou me justificar, o que eu fiz não tem justificativa, a não ser o fato de eu ser uma pessoa horrível.
sempre me orgulhei de fazer as coisas do jeito certo e quando me foi exigido um pouquinho mais de esforço pra isso, mais auto-controle, eu entrei em desespero e fiquei cega. eu fui fraca.
eu sempre fui muito apegada as frases brilhantes de Shakespeare e tem uma delas que nunca feaz tanto sentido pra mim quanto faz agora...
"A cólera é um cavalo fogoso; se lhe largamos o freio, o seu ardor exagerado em breve a deixa esgotada."
eu larguei o freio. eu tive escolha e escolhi o lado errado. assumo meus atos e aceito a sentença.
de que me vale esse orgulho idiota? onde ele tem me levado até hoje?
ele só me fez perder as pessoas maravilhosas que eu encontrei pelo caminho.
não mereço perdão, eu SEI que não mereço.
mas eu peço, humildemente, que me perdoem.
eu fui estúpida, me deixei dominar por todos os sentimentos ruins ao mesmo tempo. a culpa é toda minha.
eu amo vocês, por mais que possa parecer o contrário. por mais que possa parecer que eu não sou capaz disso, que eu sou um monstro. é assim que eu me sinto, é assim que eu me vejo agora.
mas daria qualquer coisa pra não ter feito o que eu fiz.
meu pedido é sincero, de todo o coração.
e estou disposta a ouvir o que quer que seja, vocês têm o direito de me odiar.
mas peço que me dêem a chance de ser melhor do que isso. me dêem a chance de ser uma amiga que mereça vocês.
porque se tem uma coisa que eu realmente aprendi com isso é que vocês merecem alguém muito melhor do que quem eu tenho sido.
Meu reino por uma máquina de xerox!
McFly - I'll be Ok
28 de fevereiro, 13:40 da tarde, no centro de Curitiba, um calor infernal.
Essa era a triste realidade.
Vasculhar rua por rua, esquina por esquina, atrás de uma simples máquina de xerox.
Por que brasileiro deixa tudo pra última hora?
Eu poderia dizer que foram os piores quarenta minutos da minha vida, ninguém poderia me culpar por isso.
Calor, sol, sede, sono, cansasso, decepções e frustrações.
Eu via as pessoas indo pra casa, que inveja.
Eu via colegas passeando animados, rindo, brincando. Que inveja.
Pior que ver era imaginar que eu poderia estar me divertindo também, em outro lugar, com as pessoas com quem me importo e de quem gosto. Se eu estivesse lá, em outras circustâncias, ia realmente me divertir. Eu não estando lá eles se divertiriam de qualquer forma, é claro. O pior é que dessa vez uma vozinha gritava na minha cabeça: "Deixe de ser idiota, eles não se importaram para começo de conversa. Você é só mais uma, não vai fazer falta."
E quer saber, eu realmente acreditei nessa voz.
Atire a primeira pedra quem não imaginaria exatamente o mesmo.
É claro que quem souber interpretar isso vai se dar o direito de ficar chateado comigo. Que egoísta, que imatura, que ridícula, que estúpida, que dramática.
É fácil falar isso, ninguém estava no meu lugar.
Mas quer saber, eu não fiquei choramingando com ninguém.
Eu não estava sozinha.
Cansada, irritada, morrendo de calor, mas não sozinha.
Eu tinha meus amigos, me animando, me colocando pra cima, me dizendo que não seria a mesma coisa sem mim, e falando com sinceridade.
Nós conversamos tanto, brincamos tanto, que acabamos nos divertindo na nossa pequena desventura.
Está aí um dia que merece ser registrado.
Tantos pequenos sacrifícios que valem a pena.
E uma lição, é claro.
Amizades talvez não durem para sempre, mas enquanto você está com os seus amigos ela é eterna a cada momento.
Não se apegue demais. Pior que sentir falta de uma amigo é admitir que ele só vai sentir a sua por um breve momento, mais por consideração que por amizade, as vezes apenas para poder dizer que sentiu, e assim convencer a si mesmo de que foi justo.
É incrível como a gente nunca sabe quem vai estender a mão num momento difícil. Quase nunca é quem nós esperávamos que o fizesse.
Uma decepção a mais, outra a menos. Uma ferida a mais, outra a menos. Para quem já está em pedaços, não faz tanta diferença.
Mas um simples "nós estamos aqui", ah! Faz toda a diferença do mundo.
28 de fevereiro, 13:40 da tarde, no centro de Curitiba, um calor infernal.
Essa era a triste realidade.
Vasculhar rua por rua, esquina por esquina, atrás de uma simples máquina de xerox.
Por que brasileiro deixa tudo pra última hora?
Eu poderia dizer que foram os piores quarenta minutos da minha vida, ninguém poderia me culpar por isso.
Calor, sol, sede, sono, cansasso, decepções e frustrações.
Eu via as pessoas indo pra casa, que inveja.
Eu via colegas passeando animados, rindo, brincando. Que inveja.
Pior que ver era imaginar que eu poderia estar me divertindo também, em outro lugar, com as pessoas com quem me importo e de quem gosto. Se eu estivesse lá, em outras circustâncias, ia realmente me divertir. Eu não estando lá eles se divertiriam de qualquer forma, é claro. O pior é que dessa vez uma vozinha gritava na minha cabeça: "Deixe de ser idiota, eles não se importaram para começo de conversa. Você é só mais uma, não vai fazer falta."
E quer saber, eu realmente acreditei nessa voz.
Atire a primeira pedra quem não imaginaria exatamente o mesmo.
É claro que quem souber interpretar isso vai se dar o direito de ficar chateado comigo. Que egoísta, que imatura, que ridícula, que estúpida, que dramática.
É fácil falar isso, ninguém estava no meu lugar.
Mas quer saber, eu não fiquei choramingando com ninguém.
Eu não estava sozinha.
Cansada, irritada, morrendo de calor, mas não sozinha.
Eu tinha meus amigos, me animando, me colocando pra cima, me dizendo que não seria a mesma coisa sem mim, e falando com sinceridade.
Nós conversamos tanto, brincamos tanto, que acabamos nos divertindo na nossa pequena desventura.
Está aí um dia que merece ser registrado.
Tantos pequenos sacrifícios que valem a pena.
E uma lição, é claro.
Amizades talvez não durem para sempre, mas enquanto você está com os seus amigos ela é eterna a cada momento.
Não se apegue demais. Pior que sentir falta de uma amigo é admitir que ele só vai sentir a sua por um breve momento, mais por consideração que por amizade, as vezes apenas para poder dizer que sentiu, e assim convencer a si mesmo de que foi justo.
É incrível como a gente nunca sabe quem vai estender a mão num momento difícil. Quase nunca é quem nós esperávamos que o fizesse.
Uma decepção a mais, outra a menos. Uma ferida a mais, outra a menos. Para quem já está em pedaços, não faz tanta diferença.
Mas um simples "nós estamos aqui", ah! Faz toda a diferença do mundo.
Coisas permanentes
McFly - Not Alone
Quando se passa por uma experiência dolorosa, seja qual for o contexto, não se pode negar que algumas coisas jamais serão as mesmas. Por pior que seja a situação, ela não é eterna e sempre há algo a aprender. Aprender é como uma pequena porcentagem de brandura incrustada ao sofrimento, talvez em retribuição ao seu esforço. Uma singela forma de justiça.
Sempre se aprende alguma coisa, por mais amarga que seja a lição. E mesmo que ela seja ainda mais dolorosa que a própria experiência, não a deixe escapar. Cedo ou tarde ela lhe será útil.
É difícil admitir, no começo, que todos os seus sonhos não passavam de bobagens. Mas você aprende, também, a conviver com essa realidade.
O mais interessante (e com certeza muito bem vindo) é o trabalho da mente sobre isso. Só é preciso por a mão no fogo uma vez para saber que irá se queimar. Sempre que estiver prestes a fazê-lo novamente, alguma coisa (que até então não se manifestara) irá impedi-lo. Em menos de um segundo, sem precisar revivê-la, você se lembrará da dor e poderá evitá-la.
Assim funciona também com as dores causadas por lembranças. Só é preciso um momento de dor intensa para ensiná-lo a nunca mais relembrar certas coisas. Apenas um momento de dor e você impede a si mesmo de sofrer uma segunda vez. Um momento de dor para cada lembrança perdida não é um preço tão alto assim.
É triste, porém, que o corpo não responda da mesma maneira. Uma mente nublada não impede um coração de debater-se confuso, sufocado no pequeno espaço que encontrou para continuar tentando bater com vontade.
Certamente, é mais fácil ensinar primeiro ao cérebro e depois ao coração que, não importa quantas feridas continuam abertas e quantas cicatrizes ainda latejam, o mundo não pára para que ele se recupere. Pelo contrário: continua girando, cada vez mais rápida e destrambelhadamente.
Pode, é claro, parecer dramático, um exagero de idéias talvez. Mas afinal, qualquer um é capaz de lidar com uma dor dessas passivamente, desde que não a esteja sentindo.
Se você se encontra obrigado a lidar com uma dor assim, que depende de um tratamento que dinheiro nenhum no mundo pode pagar e de uma força de vontade que nem sempre está disponível para si mesmo, pense que é sempre mais confortável passar pela tormenta com a cabeça no lugar e um sorriso nos lábios, do que mergulhado em martírios e derramando lágrimas por onde passa.
Nem tudo se resume à dor e angústia. Mesmo quando as horas parecem dias, os dias semanas e cada semana uma década arrastada. Até mesmo quando o calor insuportável das tardes queima apenas a pele, mal podendo aquecer o frio congelante em seu peito.
A vida continua, sempre em frente e sem pausa para descanço. Há de se enfrentar dores ainda maiores, outras nem tanto. Mas há sempre uma alegria inesperada espreitando na próxima esquina. E alegrias inesperadas são as melhores.
Pode ser apenas um segundo de paz, um sorriso espontâneo ou uma palavra reconfortante. Momentos que passam depressa, mas que ficam para sempre. É ainda melhor quando ocorrem justamente a tempo de transformar uma lágrima em um sorriso. Estas são as coisas permanentes.
Há pessoas que aparecem na sua vida quando você menos espera, que você não conhece e não conhecem você, mas fazem uma bagunça absurda, virando-a de cabeça para baixo e soprando para longe todas as suas certezas. Estas pessoas são temporárias. Elas apenas marcam passagens, são parte fundamental de uma coisa que você realizou sozinho.
Há pessoas, porém, que não aparecem assim, sem mais nem menos. Elas surgem aos poucos e, quando você pensa que elas são apenas pessoas de transição, passa a enxergar a magnitude de seus laços, o quanto você precisa delas.
Elas acalmam seu coração e colocam a sua cabeça em ordem outra vez. Elas parariam o mundo para curar as feridas do seu coração, se pudessem. Estas são as pessoas permanentes. Você sempre soube que elas estavam ali, mas só entende o quanto isso significa quando estas, pacientemente, lhe ensinam a enxergar além de si mesmo.
Algumas são tão acolhedoras que, com apenas um olhar, conseguem tranquilizá-lo imediatamente.
Outras estão longe, impedidas de lhe dar um abraço carinhoso, e mesmo assim arrajam um jeitinho de transmitir o quanto se importam com você.
Algumas pessoas lhe dão sermões, puxões de orelha, cutucam algumas feridas, mas fazem isso com a inteção única de não deixar que você se machuque outra vez, porque te amam, e isso é suficiente.
Outras são tão carinhosas em suas tentativas de espantar as tristezas e fazê-lo sorrir que, com seus pequenos truque bem humorados, acendem uma pequena chama de esperança no seu desfiladeiro de gelo.
E algumas podem fazer um pouquinho de tudo isso, ao mesmo tempo em que se fazem presentes e preocupas de uma maneira tão inesperada que, de repente, você se vê ligado a elas de um jeito que não consegue explicar.
O simples fato de uma pessoa fazer falta de modo peculiar pode confortá-lo, ao mesmo tempo em que amedronta.
Mas esta já é uma outra história.
Quando se passa por uma experiência dolorosa, seja qual for o contexto, não se pode negar que algumas coisas jamais serão as mesmas. Por pior que seja a situação, ela não é eterna e sempre há algo a aprender. Aprender é como uma pequena porcentagem de brandura incrustada ao sofrimento, talvez em retribuição ao seu esforço. Uma singela forma de justiça.
Sempre se aprende alguma coisa, por mais amarga que seja a lição. E mesmo que ela seja ainda mais dolorosa que a própria experiência, não a deixe escapar. Cedo ou tarde ela lhe será útil.
É difícil admitir, no começo, que todos os seus sonhos não passavam de bobagens. Mas você aprende, também, a conviver com essa realidade.
O mais interessante (e com certeza muito bem vindo) é o trabalho da mente sobre isso. Só é preciso por a mão no fogo uma vez para saber que irá se queimar. Sempre que estiver prestes a fazê-lo novamente, alguma coisa (que até então não se manifestara) irá impedi-lo. Em menos de um segundo, sem precisar revivê-la, você se lembrará da dor e poderá evitá-la.
Assim funciona também com as dores causadas por lembranças. Só é preciso um momento de dor intensa para ensiná-lo a nunca mais relembrar certas coisas. Apenas um momento de dor e você impede a si mesmo de sofrer uma segunda vez. Um momento de dor para cada lembrança perdida não é um preço tão alto assim.
É triste, porém, que o corpo não responda da mesma maneira. Uma mente nublada não impede um coração de debater-se confuso, sufocado no pequeno espaço que encontrou para continuar tentando bater com vontade.
Certamente, é mais fácil ensinar primeiro ao cérebro e depois ao coração que, não importa quantas feridas continuam abertas e quantas cicatrizes ainda latejam, o mundo não pára para que ele se recupere. Pelo contrário: continua girando, cada vez mais rápida e destrambelhadamente.
Pode, é claro, parecer dramático, um exagero de idéias talvez. Mas afinal, qualquer um é capaz de lidar com uma dor dessas passivamente, desde que não a esteja sentindo.
Se você se encontra obrigado a lidar com uma dor assim, que depende de um tratamento que dinheiro nenhum no mundo pode pagar e de uma força de vontade que nem sempre está disponível para si mesmo, pense que é sempre mais confortável passar pela tormenta com a cabeça no lugar e um sorriso nos lábios, do que mergulhado em martírios e derramando lágrimas por onde passa.
Nem tudo se resume à dor e angústia. Mesmo quando as horas parecem dias, os dias semanas e cada semana uma década arrastada. Até mesmo quando o calor insuportável das tardes queima apenas a pele, mal podendo aquecer o frio congelante em seu peito.
A vida continua, sempre em frente e sem pausa para descanço. Há de se enfrentar dores ainda maiores, outras nem tanto. Mas há sempre uma alegria inesperada espreitando na próxima esquina. E alegrias inesperadas são as melhores.
Pode ser apenas um segundo de paz, um sorriso espontâneo ou uma palavra reconfortante. Momentos que passam depressa, mas que ficam para sempre. É ainda melhor quando ocorrem justamente a tempo de transformar uma lágrima em um sorriso. Estas são as coisas permanentes.
Há pessoas que aparecem na sua vida quando você menos espera, que você não conhece e não conhecem você, mas fazem uma bagunça absurda, virando-a de cabeça para baixo e soprando para longe todas as suas certezas. Estas pessoas são temporárias. Elas apenas marcam passagens, são parte fundamental de uma coisa que você realizou sozinho.
Há pessoas, porém, que não aparecem assim, sem mais nem menos. Elas surgem aos poucos e, quando você pensa que elas são apenas pessoas de transição, passa a enxergar a magnitude de seus laços, o quanto você precisa delas.
Elas acalmam seu coração e colocam a sua cabeça em ordem outra vez. Elas parariam o mundo para curar as feridas do seu coração, se pudessem. Estas são as pessoas permanentes. Você sempre soube que elas estavam ali, mas só entende o quanto isso significa quando estas, pacientemente, lhe ensinam a enxergar além de si mesmo.
Algumas são tão acolhedoras que, com apenas um olhar, conseguem tranquilizá-lo imediatamente.
Outras estão longe, impedidas de lhe dar um abraço carinhoso, e mesmo assim arrajam um jeitinho de transmitir o quanto se importam com você.
Algumas pessoas lhe dão sermões, puxões de orelha, cutucam algumas feridas, mas fazem isso com a inteção única de não deixar que você se machuque outra vez, porque te amam, e isso é suficiente.
Outras são tão carinhosas em suas tentativas de espantar as tristezas e fazê-lo sorrir que, com seus pequenos truque bem humorados, acendem uma pequena chama de esperança no seu desfiladeiro de gelo.
E algumas podem fazer um pouquinho de tudo isso, ao mesmo tempo em que se fazem presentes e preocupas de uma maneira tão inesperada que, de repente, você se vê ligado a elas de um jeito que não consegue explicar.
O simples fato de uma pessoa fazer falta de modo peculiar pode confortá-lo, ao mesmo tempo em que amedronta.
Mas esta já é uma outra história.
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